
Pelo menos onze pessoas, entre as quais menores, são dadas como raptadas por insurgentes durante o ataque efectuado na última quinta-feira, no posto administrativo de Marangira, distrito de Marrupa, no Niassa. No entanto, mercê da pronta intervenção das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que estão no terreno, a situação de ordem e tranquilidade públicas é descrita como calma.
Osvaldo Mahando, chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, falando este sábado em conferência de imprensa, fez saber que em termos de danos humanos e materiais deste ataque, mantém-se um morto, igual número de ferido ligeiro, para além de viaturas em número não quantificado incendiadas.
Relativamente à circulação entre os distritos de Marrupa e Mecula que, aquando do sucedido se encontrava interrompida, foi reposta. As Forças de Defesa e Segurança continuam empenhadas no terreno a garantir que haja livre circulação de pessoas e bens, mas também a desenvolver as suas actividades sem transtornos.
‘‘No momento as nossas forças encontram-se em patrulha permanente naquelas matas no sentido de repor a livre circulação de pessoas e bens e devolver a tranquilidade merecida para aquele posto administrativo’’, disse Mahando.
Recordou que este é o segundo ataque, tendo em conta que num passado recente, houve uma situação similar que foi reprimida pelas FDS.
FDS recuperam duas viaturas roubadas pelos terroristas
São no total duas viaturas da MWA, nomeadamente uma Toyota Hilux e uma Land Cruiser, anteriormente roubadas pelos terroristas durante a incursão em Marangira, Distrito de Marrupa, foram localizadas numa posição próxima do limite provincial entre Cabo Delgado e Niassa segundo a nossa fonte segura. As viaturas estão em bom estado.
Governo diz que reforçou a presença no terreno após o ataque em Marangira
O Governo da Província do Niassa reforçou a sua presença no terreno na sequência do ataque registado na quinta-feira, 3 de Setembro, na região de Marangira, distrito de Marrupa, com a deslocação do Secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, à zona afectada.
A missão teve como principal objectivo avaliar directamente a situação de segurança, os danos causados e as condições em que se encontram as comunidades e os serviços essenciais afectados pelo ataque.
Durante a visita, Silva Livone deslocou-se à Coutada MWA, onde foram atingidas diversas infraestruturas, incluindo o centro de saúde, o posto policial e viaturas, tendo sido igualmente reportada a tomada de reféns durante a incursão. Relatos divulgados sobre o ataque indicam ainda impactos significativos sobre a população local.
Perante a situação, o Secretário de Estado encorajou as Forças de Defesa e Segurança a reforçarem as medidas de prevenção e protecção, com particular atenção à segurança das comunidades e à criação de condições para o normal funcionamento dos serviços públicos.
“A presença do Estado deve fazer-se sentir junto das comunidades, sobretudo nos momentos mais difíceis”, é a mensagem que marcou a deslocação ao terreno, orientada para o acompanhamento directo da situação e a identificação das necessidades mais urgentes.
O Secretário de Estado apelou igualmente à população para manter-se vigilante e colaborar com as autoridades, através da denúncia atempada de movimentos ou situações consideradas suspeitas, contribuindo para a prevenção de novos incidentes.
A visita acontece numa região com importância estratégica para a conservação da biodiversidade, turismo de natureza e desenvolvimento das comunidades locais, sectores que dependem de condições de segurança e estabilidade para continuar a atrair investimento e gerar oportunidades económicas.
A deslocação do Governo provincial demonstra, assim, a importância de uma resposta coordenada entre as autoridades, as forças de segurança, as comunidades locais e os diferentes actores presentes no território, tendo como prioridade a protecção das populações e a recuperação dos serviços afectados.
Niassa continua a ser uma província de grande potencial agrícola, turístico e ambiental, e a resposta aos desafios de segurança passa também pela preservação das oportunidades de desenvolvimento existentes no território. (Jornal Notícias com Moçambique Bio & INTEGRITY)




